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  • Foto do escritorJéssica Duarte

A ADVOCACIA PETICIONANTE E SEUS DESDOBRAMENTOS

Atualizado: 5 de fev.


Como lidar com tanta demanda na Advocacia Moderna?

Como profissional e, também, pensando em resguardar o lado pessoal que reflete diretamente na rotina de trabalho, você tem buscado alternativas para ser organizar melhor e oferecer um serviço com mais qualidade?

Este texto esclarece um pouco sobre esta possibilidade.

Já se foi o tempo dos advogados “tradicionais”, sendo estes, atualmente, conhecidos como os que possuía ou talvez, ainda possuam, a mentalidade de se formarem na faculdade, obter aprovação na prova da ordem para então abrirem um escritório de advocacia, sozinho ou com um sócio, tendo como demanda, apenas: o atendimento ao cliente, a elaboração da petição para dar ingresso a uma determinada ação e a realização de audiência.


E, mais antiquado ainda, aguardar em seu escritório a chegada de uma nova oportunidade.


Logo, as atividades de acompanhamento de prazos, controle de andamento de processos, atendimento ao cliente, captação de cliente, diga-se de passagem, que essa mudou muito, portanto, o profissional que ganha destaque, no momento presente, é aquele que demonstra autoridade, principalmente em redes sociais, disseminando o seu conhecimento e mostrando as pessoas que ele possui a ferramenta necessária para resolver os problemas delas.


E, ainda, as tarefas como gerenciamento de marketing, participação em audiências, elaboração das peças processuais, entre tantas outras atividades inerentes a profissão, traz um novo modelo de advocacia, podendo ser chamado, assim, de: Advocacia Moderna.


Ou seja, ou o advogado atual entende, de uma vez por todas, que deve se portar e encarar a advocacia como um empreendedor/empresário, enxergando o seu escritório como um negócio, uma empresa. Ao contrário disso, dificilmente se consolidará no mercado.


Para tanto, de modo que haja a expansão da advocacia, organização de trabalho e tarefas, atendimento personalizado e de qualidade, crescimento contínuo de sua marca, satisfação do cliente e, por fim, êxito do advogado, tanto profissional como financeiramente, delegar algumas atribuições para experts/parceiros aptos a desenvolver algumas, dentre tantas atividades, de forma especializada e célere, é primordial.


Delegar tarefas é uma atitude e atributo de um profissional visionário, aquele que tem como objetivo o crescimento e registro de sua marca no mercado jurídico, buscando ser referência naquilo que faz, pois, é humanamente impossível uma só pessoa realizar diversas atribuições ao mesmo tempo, com a qualidade desejada para obtenção de sucesso.


Portanto, quando um profissional se vê, por exemplo, necessitando realizar diversas audiências no mesmo dia em que precisa peticionar em processos que estejam com prazo aberto e expirando, é necessário buscar auxílio, suporte e parceria, de maneira a não pôr em risco os direitos de um cliente que lhe confiou sua demanda.


Assim, surge a terceirização de petições, segmento da advocacia desenvolvido por profissional da área jurídica, Bacharel ou Advogado, que tenha uma afinidade ou especialidade em alguma área do Direito ou, até mesmo, em várias áreas, tendo o propósito de “cuidar” do peticionamento do escritório deste profissional, que se encontra sobrecarregado pela imensidão de atividades que a gestão e o operacional da Advocacia Moderna demanda.


Este serviço jurídico, também, costuma ser desenvolvido por profissionais que possuem maior habilidade com a pesquisa, a leitura, a escrita e organização interna, importantes ferramentas de trabalho no dia a dia jurídico e que nem todos os profissionais da área possuem, já que, muitos são mais dinâmicas e preferem realidades que lhes coloquem mais em movimento, como a realização de audiências ou, até mesmo, a organização do financeiro do escritório, para aqueles que tem mais aptidão para lidar com números.


E, no que diz respeito a questão financeira, sem dúvida, contratar o serviço de um profissional capacitado e que desenvolva, de forma exclusiva, a atividade de peticionamento, costuma ser bem mais rentável em relação ao tempo dispendido para isso, assim como quanto ao valor investido, se comparado a contratação de um profissional/estagiário, levando em consideração as questões trabalhistas envolvidas e o tempo de treinamento que deverá ser realizado para que o colaborador tenha condições de desempenhar a função.


Advogados Peticionantes, por força da atividade e do hábito, possuem feeling para as melhores e mais persuasivas argumentações, estão sempre antenados em relação às mudanças legislativas, posicionamentos jurisprudenciais e doutrinários, suas ferramentas diárias de trabalho, para embasamento da tese do advogado/cliente contratante dos seus serviços.


Logo, pontos como estes devem ser considerados ao optar por alternativas que visem desafogar a rotina da advocacia.


Por fim, é importante lembrar que, para que tudo um dia se torne grande é necessário que, primeiramente, seja pequeno, não há para onde fugir, dar um passo de cada vez e realizar uma tarefa de cada vez é necessário, no que tange a prestação de serviços com qualidade e eficiência.


Diante das contrariedades da vida e dos excessos de trabalho, é possível realizar pausas para cuidar da saúde como um todo, sem precisar abrir mão do propósito de galgar crescimento/reconhecimento profissional.


Então, para isso, não há problema algum em reconhecer que não damos conta de tudo e, por isso, ter apoio e suporte em determinadas tarefas é primordial para a nossa expansão, tanto na vida pessoal como na profissional, já que uma reflete na outra e vice e versa.


Saúde mental importa, e somente com ela em pleno funcionamento/desenvolvimento, vivendo o indivíduo em estado de bem-estar, é possível alcançar grandes aspirações.

Se você quer saber mais sobre a Advocacia Peticionante, acompanhe nosso Blog e siga-nos nas nossas redes sociais:


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Jusbrasil: Jéssica Duarte - Advogada Extrajudicial e Peticionante


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